segunda-feira, 18 de maio de 2009

Quatro horas na fronteira marroquina

Hoje teria sido um dia normal de regresso, não fosse a seca de quatro horas na fronteira marroquina. Muita gente para atravessar, muitas formalidades e pouca eficiência. Contudo, alcançámos o Bojador. Amanhã será Marrequeche! a nossa chegada a Portugal esta prevista para quinta-feira à tarde...

domingo, 17 de maio de 2009

Marrocos à vista!!!

Hoje foi um dia muito duro! Atascámos nas impiedosas areias da Mauritânia. As duas rodas do lado direito "caíram" no fesh-fesh e os eixos enterraram-se. Estivemos uma hora a tirar areia por baixo do Iveco. Depois foi ligar tudo e sair de marcha-atrás. Amanhã entramos no Sahara Ocidental vamos tentar dobrar o Cabo Bojador.

sábado, 16 de maio de 2009

O "nosso" Dakar

Conseguimos chegar ao Hotel de la Poste, em St. Louis, sem multas. Hoje fizemos cerca de 100 quilómetros das pistas do "Dakar". A navegação foi bonita! Incompreensivelmente, ou talvez não, cruzámo-nos com dezenas de camiões chineses. Imginem!!! Amanhã passamos para a Mauritânia às 8h00 e não vale a pena insistir para passar mais cedo (como, aliás, se pode ler no letreiro). Agora está na hora de ir jantar, junto às piscina e ouvir os Mama Sadio. O nosso "petit camion" está a fazer tanto sucesso que o hotel colocou dois guardas ao lado dele...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O polícia confiscou-me o mapa da Guiné...

Já estamos no Senegal, em Tampa. O polícia guineense confiscou-me, amavelmente, o mapa da Guiné, que o meu amigo Rui Gaspar me emprestou: "um polícia da fronteira da Guiné deve ter um mapa da Guiné..." justificou.
No outro lado, no Senegal, estivemos uma hora e meia à espera que o único guarda da fronteira acabasse a sesta... Acordou com o barulho das pessoas que se iam juntando na fronteira e, claro, ficou mal humorado. Mesmo assim não criou problemas. Foi um dia tranquilo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Viva o "petit camion"

Hoje, o motor da jangada "pifoiu". Andámos á deriva (eu sempre disse que esta jangada haveria de por os homens da Iveco à beira de um ataque de vervos). Encalhámos numa margem e, perante o aplauso eufórico dos passageiros, o nosso "petir camion" mostrou toda a sua garra ao subir uma ravina de grande inclinação... Em seguida fizemos a pista de Kuebo a Manpata sob uma chuva diluviana, mas com 38 graus de temperatura, algo só possível de ver, e sentir, em África. Um velhote, chefe de uma tabanca (Aldeia) disse-nos que já estava à espera desta chuva "porque os sanjos (macacos) andavam muito nervosos. Não dei por nada!